quinta-feira, fevereiro 29
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Regionais da ACS em Corumbá e Aquidauana repudiam PF que ofendeu guarnição

As regionais da ACS (Associação e Centro Social dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul) em Corumbá e Aquidauana, região do Pantanal, repudiaram de maneira veemente a atitude de um policial federal que desacatou uma guarnição da PM na madrugada de domingo (27), em Corumbá, e acabou preso.

Em nota divulgada pelo diretor da Regional corumbaense, SGT Victor Hugo Nogueira, a “atitude individual de um componente de uma instituição tão respeitada acaba por macular a imagem de toda uma organização policial”.

“À valorosa guarnição da Polícia Militar, que estava simplesmente cumprindo com suas atribuições, foi agredida e ofendida verbalmente. Fica aqui, através desta Nota de Repúdio, todo o apoio necessári através do corpo jurídico da Associação”, continuou.

A ACS ainda enalteceu a atuação dos policias militares pela atitude corajosa, mostrando exemplo de profissionalismo e zelo com a instituição, fazendo cumprir as leis que regem o Estado brasileiro e garantindo a segurança da sociedade sul-mato-grossense.

Ocorrência – Segundo informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar, divulgadas pelo Midiamax, o condutor de uma pickup seria agente da Polícia Federal e trafegava pela Rua Antônio João, sentido norte-sul, e disse que o semáforo estava verde para ele, no cruzamento com a Rua América.

Já o motorista do segundo veículo, um Citroen, afirmou ter avançado o sinal vermelho, confessando ter causado o acidente. Além disso, ele confirmou que não possui CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e estava com sua esposa como passageira.

Segundo o registro policial, a passageira sentia dores no joelho esquerdo e na cervical. Ela teria sido levada para atendimento em uma viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Segundo a Polícia Militar, o policial federal apresentava odor etílico, apesar de estar calmo, e o condutor do Citroen teria confirmado a ingestão de bebida alcoólica. Um outro rapaz, também policial federal, que acompanhava o motorista, teria dito que seu companheiro de trabalho não iria fazer o teste do bafômetro.

Em seguida, segundo relatado pela guarnição, teria dito “quer ferrar o colega?”, e teria dito que “deveria existir cordialidade entre os policiais, pois eles seguram muitos boletins de ocorrência de corrupção da Polícia Militar (sic)”.

Na sequência, ele teria perguntado aos militares “onde mais existe corrupção? Está se doendo?”, que responderam que ele poderia responder por desacato. Segundo o policial, ele teria dado dois passos para trás e levado a mão direita na cintura, com intenção de saque.

Nesse momento, o policial federal envolvido no acidente teria conversado com o colega, que desistiu de sacar a arma. Mesmo assim, os militares disseram que o policial federal teria continuado com as ofensas e dito que “havia estudado muito para não fazer parte dessa instituição corrupta (sic)“, se referindo à Polícia Militar.

O PF teria dito que havia acionado a ostensiva federal. Foi chamada a equipe da Força Tática da Polícia Militar e ambas as partes teriam resolvido que o autor seria convidado a ir até a delegacia de Polícia Civil para registro do boletim de ocorrência.

O federal teria se negado, sendo desarmado e algemado. Enquanto isso, chegaram viaturas da Polícia Federal, segundo a PM, “a ação dos componentes da força policial foi de entender e amenizar o fato (sic)“. O autor foi algemando e conduzido no compartimento de presos.

A delegada plantonista determinou a entrega da arma do policial federal e, nesse momento, ele teria perguntado sobre seu telefone e, segundo os PMs, dito “vê aí, algum guardinha deve ter colocado na bolsa. Por isso sou papa ferro (gíria policial usada para representar policiais federais), até o TAF (Teste de Aptidão Física) deles é uma m*** (sic)“.

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