terça-feira, março 5
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ACS rebate ‘valorização’ dos servidores noticiada em veículos de imprensa

O presidente da ACS (Associação e Centro Social dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul), cabo Mario Sérgio Couto, rebateu a suposta ‘valorização’ do funcionalismo público estadual, veiculada hoje em dois dos principais veículos de imprensa do Estado.

Conforme o conteúdo, de janeiro de 2015 à dezembro de 2020, os servidores de Mato Grosso do Sul “obtiveram ganhos salariais na casa de 73,26%”. Acrescenta, ainda, que os gastos com a folha de pagamento foram de “R$ 542,8 milhões em 2015 (R$ 6,5 bilhões/ano) e em 2020 alcançou o patamar de R$ 755,9 milhões, totalizando no ano R$ 9 bilhões”.

“Se houve em média 73,26% de ganho salarial neste período por meio de promoções e concessões para os servidores, esta folha teria que ter saltado de R$ 542,8 milhões para R$ 940,5 milhões, de acordo com a matemática vigente em nosso país, o que não aconteceu de acordo com os próprios números citados na notícia”, questiona Couto.

“Fica nítido que o cálculo fora feito com base na folha salarial de 2014, o que deixa a dúvida: foi apenas um equívoco ou má-fé? A quem agrada manipular dados desta maneira e ludibriar a população campo-grandense?”, continuou.

O presidente da ACS ressalta ainda que esse aumento na folha de pagamento não significa, exatamente, ganho salarial aos servidores. Isto pode ser resultado, explica, dos “5,2 mil novos servidores” que ingressaram nas carreiras públicas e que, por este motivo, aumentam os valores brutos na folha.

Pode ainda, continua Couto, ser resultado das classes elitizadas do Estado que tiveram ganhos incomparáveis com os demais servidores, conforme aponta o Portal da Transparência do Governo – há casos de aumento de 132,79% no salário bruto entre 2015 e 2020.

“Um soldado em início de carreira recebia, em janeiro de 2015, salário bruto de R$ 3.055,49. Em dezembro de 2020, esse salário saltou apenas para R$ 3.454,44, uma ‘supervalorização’ de apenas 13,06% em seis anos, muito inferior a inflação no período, que, ainda de acordo com a matéria, foi de 45,74%. É inferior até mesmo ao aumento do salário mínimo, que saltou de R$ 788,00 em 2015 para R$ 1.045,00 em 2020, aumento de 32,61%”, disse.

“Que valorização é essa que não estamos vendo?”, questionou o presidente, que já enviou ofício à SAD (Secretaria de Estado de Administração) solicitando agenda com o titular da pasta para discutir os valores apresentados. “Queremos saber que matemática é essa que estão usando”, ironizou.

Inativos

Couto lembrou ainda a queda no salário de diversos servidores inativos, que em janeiro de 2015 não contribuíam com a previdência, uma vez que estavam na inatividade, mas que a partir de 2020 passaram a contribuir e hoje perdem 10,5% de seus proventos para a previdência.

Um militar que recebia R$ 3.055,49 em 2015 e não contribuía com a previdência, garantia o mesmo valor no final do mês. Hoje, este mesmo militar recebe R$ 3.454,44, mas contribui com 10,5%. Ou seja: recebe, mas não leva, tendo seu salário reduzido a R$ 3.091,72.

A matéria fala ainda que “em outra frente foram conferidas promoções, correções de distorções salariais, planos de cargos e carreiras e valorização das categorias, que eram discutidas de forma individual com cada segmento”.

Couto, novamente, rebate: “Por que apenas a PMMS não teve todos esses benefícios?”, finaliza.

Assessoria de Imprensa da ACS

2 Comments

  • Jurandir Araujo Amaral

    Presidente, tô de acordo com sua atitude o Sr representa uma classe que nessecita do seu apoio e que defenda esses guerreiros, vai em frente, que Deus esteja conosco.

  • Milton Gomes Silveira

    Esse governo é mentiroso e enganador, para ter coragem de divulgar uma matéria fantasiosa desse tipo. Quer enganar quem? Os policiais militares estão com 05 anos praticamente sem reajuste.

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