terça-feira, março 31
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Nova gestão da ACS inicia trabalhos com foco em recomposição salarial e melhorias na carreira

O presidente da ACS, Edmar Soares da Silva, encaminhou ofício ao Governo de Mato Grosso do Sul solicitando a abertura de diálogo para discutir a recomposição salarial e uma série de demandas represadas da categoria. O documento questiona o índice de 3,81% proposto pelo Executivo como Revisão Geral Anual (RGA), por considerá-lo abaixo da inflação acumulada de 4,26% registrada até dezembro de 2025.

De acordo com a associação, o percentual apresentado não observa critérios uniformes adotados em anos anteriores, nem acompanha índices utilizados por outros entes federativos, o que, na avaliação da entidade, resulta em perdas reais para os militares estaduais, tanto da ativa quanto da inatividade. A ACS sustenta que a recomposição salarial precisa refletir, de fato, a inflação do período, garantindo o poder de compra da categoria.

No documento, a entidade solicita o agendamento de uma reunião com o chefe do Executivo estadual para aprofundar o debate e buscar a construção de um índice que contemple não apenas a reposição inflacionária, mas também a valorização profissional dos militares. A medida, segundo a nova gestão, está alinhada ao discurso de valorização do funcionalismo público defendido pelo próprio governo.

Além da questão salarial, o ofício chama atenção para outras demandas consideradas urgentes pela categoria. Entre elas, o atraso na concessão de promoções referentes a todo o ano de 2025, situação que impacta diretamente na progressão de carreira dos militares. A ACS também destaca a necessidade de realização de novos Cursos de Formação de Sargentos, como forma de garantir a continuidade da ascensão funcional dentro das corporações.

Outro ponto levantado é o congelamento do Quadro de Distribuição de Efetivo (QDE), que tem limitado as possibilidades de crescimento profissional. A associação defende a ampliação desse quadro como medida essencial para corrigir distorções e assegurar uma estrutura mais equilibrada nas forças estaduais.

O ofício também cobra a aplicação do percentual de 13% nos sete níveis salariais, relacionado à reestruturação decorrente da conversão de decênio para quinquênio, estabelecida pela Lei Complementar nº 335, de 2 de outubro de 2024. Essa correção foi amplamente divulgada como compromisso do governo, mas ainda não foi efetivada.

A entidade afirma que pretende conduzir todas as tratativas por meio do diálogo institucional e da articulação política, envolvendo também o Legislativo estadual. A intenção é que as discussões avancem com celeridade ainda em 2026, diante do acúmulo de demandas e das perdas salariais registradas nos últimos anos.

O envio do ofício marca o início da atuação da nova diretoria da ACS, que assume com foco na pauta de valorização da categoria e na resolução de entraves históricos. A mobilização logo no primeiro dia de gestão sinaliza uma postura ativa da entidade, que busca abrir canais de negociação e pressionar por respostas concretas do governo estadual.

O documento é assinado ainda pelo vice-presidente da entidade, Valdeci Salustiano, e pelos 12 diretores Regionais: Anderson Luiz de Oliveira (Aquidauana), Marcelo Dias de Souza (Bataguassu), Wagner Lima Ferreira (Corumbá), Francinaldo Ferreira de Oliveira (Coxim), Alberto Souza de Azevedo (Dourados), André Estevam Medeiros (Fátima do Sul), Robmar Farinha (Jardim), Manoel Alves de Lima (Naviraí), Carlos Roberto de Melo (Nova Andradina), José Marcos Campanha Hilário (Paranaíba), Rodrigo Leite da Costa (Ponta Porã) e Paulo Freitas de Queiroz (Três Lagoas).

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da ACS

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