quarta-feira, janeiro 21
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ACSMPMS se manifesta sobre nota de repúdio da ANERMB contra a Resolução Conjunta nº 01/2025

A Associação e Centro Social dos Militares e Pensionistas de Mato Grosso do Sul (ACSMPMS) acompanha atentamente a repercussão nacional após a publicação da Nota de Repúdio da ANERMB (Associação Nacional das Entidades Representativas dos Militares Estaduais e Pensionistas do Brasil) em relação à Resolução Conjunta nº 01/2025 – CNCGPM/CNCGBM | LIGABOM, documento que pretende estabelecer diretrizes gerais para a aplicação da Lei Orgânica Nacional das PM e BM (Lei Federal nº 14.751/2023).

Segundo a ANERMB, a resolução extrapola limites legais e administrativos, criando orientações que restringem direitos assegurados pela lei federal, especialmente no que diz respeito aos Oficiais Especialistas (QOE), afetando diretamente o modelo de carreira previsto na LONMPMCBM.

Principais pontos da crítica levantada pela ANERMB

  1. Invasão de competência dos Estados e do Distrito Federal

Embora a resolução diga preservar a autonomia dos Estados, na prática ela orienta comandos a não aplicarem dispositivos claros da Lei 14.751/2023, criando uma contradição entre o discurso e o conteúdo.

  1. Restrição ilegal na ascensão dos Oficiais Especialistas

A resolução recomenda limitar a ascensão dos Oficiais QOE até Capitão ou Major, usando por analogia o QAO do Exército.
No entanto, a Lei Orgânica assegura ascensão até Tenente-Coronel, sem qualquer distinção ou impedimento para especialistas.
Para a ANERMB, trata-se de um retrocesso institucional, pois tenta reduzir direitos por meio de ato administrativo — algo juridicamente impossível.

  1. Proibição indevida de exercer comando, chefia ou direção

A resolução orienta que Oficiais QOE não podem exercer funções de comando, chefia, direção ou administração superior.
A Lei Federal não prevê essa proibição, logo a orientação configura criação de restrição inexistente na legislação.

Segundo a ANERMB, isso:

viola o princípio do mérito;

desvaloriza a formação e experiência dos especialistas;

limita artificialmente o espaço funcional dentro da corporação.

  1. Transformar o QOE em quadro “tampão”

A resolução permite que Tenentes QOE assumam funções típicas do QOEM apenas para suprir claros.
Para a ANERMB, isso descaracteriza o quadro e gera uma carreira assimétrica, distante do modelo federal previsto.

  1. Segregação institucional

A determinação para que oficiais intermediários e superiores do QOE desempenhem preferencialmente funções administrativas reforça uma divisão artificial entre quadros, criando um “corpo auxiliar” inferiorizado — algo não previsto na Lei Orgânica Nacional.

Posicionamento público da ANERMB

A ANERMB classificou a resolução como:

ingerência indevida,

abuso interpretativo,

violação à Lei 14.751/2023,

violação à autonomia dos Estados,

retrocesso institucional travestido de diretriz.

A entidade anunciou que adotará medidas políticas, administrativas e judiciais para garantir a fiel aplicação da legislação federal.

Posicionamento da ACSMPMS

A ACSMPMS reforça seu compromisso histórico com a defesa dos direitos dos militares estaduais de Mato Grosso do Sul e seus pensionistas, mantendo atuação firme e responsável na preservação:

da valorização das carreiras militares;

da observância da Lei Federal 14.751/2023;

da não-redução de direitos já estabelecidos;

do modelo nacional de carreira previsto pela LONMPMCBM.

A Lei Orgânica representa um marco na história das corporações estaduais. Qualquer tentativa de restringir sua aplicação ou limitar carreiras por meio de ato infralegal merece postura firme das entidades representativas.

A ACSMPMS seguirá atenta, alinhada às discussões nacionais, acompanhando os desdobramentos junto à ANERMB e informando seus associados na medida em que novas decisões ou repercussões surgirem.

1 Comment

  • PAULO CEZAR PADILHA

    Qual a novidade??? Surpresa???
    Oficiais QOPM, em especial os de Alta Patente nadam de braçada!!!
    Só pensam e fazem por seus interesses… Com raríssimas exceções, se é que ainda existam.
    Sempre vigilantes para barrar ou dificultar qualquer movimento que ponha em perigo seus poderes, gratificações, cargos, comendas, medalhas…
    Lembro que temos um ex Cmt Geral na Assembleia Legislativa que faz o que pela tropa???? Diga para eu não cometer injustiça.
    O ano que vem não vou esquecer pois tenho legitimidade para tal cobrança, votei neste cidadão, e me arrependo amargamente.
    Vive para ver um parlamentar do PT defender pautas da PMMS na AL…
    Nada disso me surpreende pois quando na Ativa vi e senti o nível de discriminação abusiva contra os oficiais QA oriundos dos Praças aliás isso destruiu minha saúde a ponto de pedir minha reserva inclusive abri mão de ser Major…. não me arrependo em nada.
    Essa medida é algo a muito articulado nos bastidores…
    Gostam é de cargos, convocações, deputados, conselheiros, procuradores…
    Um antigāo disse certa feita:
    Novinho, oficiais não gostam de praças… e a polícia é deles nós só servimos para trabalhar… depois…
    De novo, com raríssimas exceções!!!
    Venha de onde vem esse documento, não sejamos ingênuos…
    A propósito, aquela cópia do EB que um oficial de Alta Patente propôs, Adjunto de Cmdo, encaixa também nesta intenção.
    Eu não voto mais em Oficial.
    A Associação e Centro Social dos Militares Estaduais e Pensionistas do MS faz bem nesta nota.

    PAULO CEZAR PADILHA CAP QAOPM RR

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