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Idealizada em 5 de março de 1982, a então ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), que viria a se tornar Associação e Centro Social mais recentemente, é a maior e principal entidade representativa dos militares estaduais, com 12 sedes Regionais em todas as regiões de Mato Grosso do Sul: Aquidauana, Bataguassu, Três Lagoas, Coxim, Paranaíba, Corumbá, Ponta Porã, Nova Andradina, Naviraí, Fátima do Sul, Dourados e Jardim.

Teve como seu primeiro presidente o SD PM Eliseu Rodrigues Medeiros. Na reunião de fundação da entidade, explicou aos 32 militares presentes no clube Noroeste, em Campo Grande, o objetivo da associação: defender e lutar pelos interesses da classe, além de servir como um clube recreativo e esportivo. Na ocasião, Eliseu foi aclamado por unanimidade como presidente, tendo como vice o também SD PM Gerinaldo Xavier dos Santos.

Desde então, além de Eliseu (1984/1986), presidiram a entidade o próprio Gerinaldo (1986/1988), Zenildo Dias do Vale (1988/1989), José Corrêa dos Santos (1989/1990), Roberto Pereira dos Santos (1990/1993), Sidnei Couto de Oliveira (1993/1995), José Florêncio de Mello Irmão (1995/2010), Edmar Soares da Silva (2010/2018) e o atual presidente, Mario Sérgio Couto.

Atualmente com mais de 3 mil associados em suas fileiras, a ACS se consolidou como a principal entidade que representa os policiais militares e bombeiros de Mato Grosso do Sul, além de ter encabeçado os principais movimentos reivindicatórios e conquistas da categoria desde sua fundação.

 

Somente nos últimos 20 anos, foram quatro movimentos de aquartelamento, sendo que, o de 2013, resultou em índices históricos de reajuste salarial para cabos e soldados. A ACS foi até o fim e propôs o aquartelamento. Foram três reajustes no período de um ano e sete meses. O aumento para o soldado em início de carreira, neste período, chegou a 43%.

Outra conquista recente da ACS foi a Lei Complementar 210/15, que altera a lei de promoções e garante ascensão somente por antiguidade às graduações de cabo e sargento. Além disso, o interstício para promoção a cabo foi reduzido de oito para seis anos, garantindo mais fluidez funcional na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros.

Outra grande conquista recente da Associação foi a Lei Complementar 220/16, que tornou obrigatória a realização de cursos anuais de promoção na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros. A fluidez funcional, nos anos de 1990, era uma das principais reclamações das praças da Polícia Militar. Neste período, a instituição chegou a ficar nove anos sem cursos de promoção -foram realizados apenas certames para ingresso de soldados e terceiro-sargentos.

Na atual gestão (2018/2022), a ACS ainda destravou o pagamento milionário dos precatórios da Etapa Alimentação, que beneficiou mais de 2 mil policiais e bombeiros militares, e conquistou a tão sonhada isonomia salarial com a lei complementar 256/18.

A ACS também investiu no bem estar de seus associados. O clube de campo da entidade, adquirido após aprovação em assembleia geral em 2012, foi construído no bairro Chácara das Mansões, às margens da BR-163, na saída de Campo Grande para São Paulo (SP). Adquirida em 2012, a área, de 3,5 hectares, tem campo de futebol, piscinas, salão de festas, quiosques e também serve como extensão do hotel de trânsito.

A atual diretoria executiva, seus diretores regionais e presidente do Conselho Fiscal foram eleitos, em março de 2018, para um mandato de quatro anos. A principal bandeira de luta é a justiça social, como enfatizou o atual presidente, Cabo Couto, em sua posse.

Desde então, a entidade tem feito um trabalho humanizado junto aos sócios. Prova disso é a instituição do atendimento psicológico gratuito aos associados, que foi estendido ao Presídio Militar Estadual, e as parcerias com os comandos de unidades, que garantiram uma série de benefícios aos policiais de todo o Estado.