Notícias | 21.dezembro.2017

Senasp aponta investimentos de R$ 56 milhões nas fronteiras de MS

Fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai: área de constantes conflitos entre grupos criminosos.

Fronteira entre Mato Grosso do Sul e Paraguai: área de constantes conflitos entre grupos criminosos.

A Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) apontou investimentos de R$ 56,9 milhões nas fronteiras de Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia, entre 2010 e 2016, como forma de combater o tráfico de drogas e o contrabando na região.

A informação foi divulgada após documento da ACS (Associação e Centro Social de Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul) encaminhado ao órgão solicitando a implantação de uma política de estado nas áreas fronteiriças.

Em ofício assinado pelo Secretário Adjunto da Senasp, Alexandre Araújo Mota, o órgão discrimina aportes com valores entre R$ 400 mil e R$ 20 milhões que foram destinados para combater a criminalidade na fronteira sul-mato-grossense, considerada a principal porta de entrada para as drogas que circulam no Brasil.

“A execução desses recursos permitiu o aparelhamento de 133 unidades operacionais nos 44 municípios fronteiriços do Estado, por meio da aquisição de diversos bens, como veículos automotores, embarcações especiais, armas de fogo, coletes balísticos, equipamentos de informática, perícia criminal, mobiliário, dentre outros equipamentos específicos”, detalhou.

Apesar dos valores divulgados, as regiões de fronteira ainda são um risco para a segurança não somente dos cidadãos, mas também para os profissionais da segurança pública que ali atuam.

O presidente da ACS, Edmar Soares da Silva, já levou diversas denúncias aos órgãos competentes e propôs, inclusive, uma gratificação ao trabalhador da segurança pública que trabalha em regiões fronteiriças.

Mato Grosso do Sul possui 1.517 km de fronteira com Paraguai e Bolívia, dois dos principais países produtores de maconha e cocaína na América do Sul, o que o coloca como rota principal do tráfico de entorpecentes.

“Daí a necessidade de se investir em políticas sérias de segurança pública nessas regiões e, principalmente, valorizar os profissionais que ali atuam, que dedicam suas vidas para proteger nossa sociedade”, afirmou.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da ACS


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