História Voltar

Sede da ACS, em Campo Grande. (Foto: Jeozadaque Garcia)

Sede da ACS, em Campo Grande. (Foto: Jeozadaque Garcia)

Criada em 5 de março de 1982 ainda como Grêmio Recreativo Esportivo dos Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul, a ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), que viria a se tornar uma associação três anos mais tarde, é a maior e principal entidade representativa dos militares estaduais, com 12 sedes Regionais em todas as regiões de Mato Grosso do Sul: Aquidauana, Bataguassu, Três Lagoas, Coxim, Paranaíba, Corumbá, Ponta Porã, Nova Andradina, Naviraí, Fátima do Sul, Dourados e Jardim.

Teve como seu primeiro presidente o SD PM Eliseu Rodrigues Medeiros. Na reunião de fundação da entidade, explicou aos 32 militares presentes no clube Noroeste, em Campo Grande, o objetivo da associação: defender e lutar pelos interesses da classe, além de servir como um clube recreativo e esportivo. Na ocasião, Eliseu foi aclamado por unanimidade como presidente, tendo como vice o também SD PM Genivaldo Xavier dos Santos.

Atualmente com mais de 3 mil associados em suas fileiras, a ACS se consolidou como a principal entidade que representa os policiais militares e bombeiros de Mato Grosso do Sul, além de ter encabeçado os principais movimentos reivindicatórios e conquistas da categoria desde sua fundação.

Somente nos últimos 20 anos, foram três movimentos de aquartelamento, sendo que o último, em 2013, resultou em índices históricos de reajuste salarial para cabos e soldados. “A ACS foi até o fim e propôs o aquartelamento. Foram três reajustes no período de um ano e sete meses. O aumento para o soldado em início de carreira, neste período, chegou a 43%”, lembrou o presidente da entidade, Edmar Soares da Silva.

Outra conquista recente da ACS foi a Lei Complementar 210/15, que altera a lei de promoções e garante ascensão somente por antiguidade às graduações de cabo e sargento. Além disso, o interstício para promoção a cabo foi reduzido de oito para seis anos, garantindo mais fluidez funcional na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros.

A verticalização salarial, luta da ACS desde o início da atual gestão, foi finalmente implantada em Mato Grosso do Sul. Com o acordo firmado em 2016 com o Governo, até 2018, o salário de um soldado em início de carreira chegará a 20% do que recebe um coronel nas corporações.

Outra grande conquista recente da Associação foi a Lei Complementar 220/16, que torna obrigatória a realização de cursos anuais de promoção na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros. A fluidez funcional, nos anos de 1990, era uma das principais reclamações das praças da Polícia Militar. Neste período, a instituição chegou a ficar nove anos sem cursos de promoção -foram realizados apenas certames para ingresso de soldados e terceiro-sargentos.

No campo institucional, a entidade ainda criou sua Comissão de Defesa dos Direitos Humanos. O novo braço da ACS recebe denúncias, principalmente, de atos arbitrários que firam princípios constitucionais garantidos a qualquer cidadão.

A ACS também investiu no bem estar de seus associados. O clube de campo da entidade, adquirido após aprovação em assembleia geral em 2012, é construído no bairro Chácara das Mansões, às margens da BR-163, na saída de Campo Grande para São Paulo (SP). Adquirida em 2012, a área, de 3,5 hectares, terá campo de futebol, piscinas, tanque de pesca, salão de festas e também servirá como extensão do hotel de trânsito.

Mais recentemente, em 2017, a Associação também adquiriu uma ambulância para atender os militares estaduais e suas famílias. A ideia do investimento partiu da necessidade de melhor atender os associados com problemas de saúde, em especial os que vêm do interior para tratamento.


Curta Nossa Página no Facebook