Notícias | 01.dezembro.2017

Guarda de presídios: ACS denuncia descaso ao Ministério Público e OAB e quer responsabilização de Azambuja

O descaso com as condições de trabalho dos policiais que atuam na guarda de presídios, bem como a falta de efetivo na Polícia Militar, voltaram a ser alvo de denúncias da ACS (Associação e Centro Social de Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul).

Desta vez, a entidade levou as mazelas ao MPE (Ministério Público Estadual) e a OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), e quer a responsabilização do governador Reinaldo Azambuja e do secretário de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa.

Em documentos encaminhados às entidades, a ACS foca, principalmente, os presídios de Dois Irmãos do Buriti e Três Lagoas. Somente no primeiro, em visita realizada pelo presidente da Associação, Edmar Soares da Silva, várias irregularidades foram constatadas e registradas por meio de fotos, também anexadas aos ofícios.

O descaso do poder público, segundo Edmar, pode ser notado na falta de iluminação, mobília, limpeza, e problemas nas instalações hidráulicas das unidades. “É um total descaso com os policiais militares que lá atuam e dedicam suas vidas a proteger a sociedade local”, salienta.

Nas duas unidades, são 600 presos e apenas três ou quatro PMs na guarda externa. O motivo, ainda conforme o presidente da ACS, é a falta de efetivo na corporação. Atualmente, seriam necessários mais 5,1 mil servidores para suprir o déficit.

Edmar recomenda aos órgãos uma visita surpresa as unidades, bem como a intimação do governador e do secretário a darem explicações sobre a situação exposta e apontarem soluções para o problema.

“Se as explicações não forem suficientes, que sejam apuradas as responsabilidades civeis e criminais em face da ausência do Estado na promoção de condições dignas de trabalho aos policiais militares”, finaliza.

Dourados – Em Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, a situação não é diferente. Segundo o vice-presidente da ACS, Ramão Cristino Benites, há dias em que apenas cinco policiais ficam responsáveis pela guarda dos quase 2,5 mil detentos do PED (Penitenciária Estadual de Dourados), uma das maiores populações carcerárias do Estado.

“No hospital, há dias em que apenas dois policiais fazem a custódia de seis presos, sem contar a falta de estrutura no hospital. O policial não conta com um local adequado para poder descansar, sem banheiros, tendo que usar os banheiros que todos os pacientes usam”, acrescenta.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da ACS


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