Notícias | 31.janeiro.2018

Dourados: Por risco de vida dos policiais, ACS denuncia falta de efetivo

A ACS (Associação e Centro Social de Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul) denunciou aos órgãos competentes o que classificou como “precariedade de segurança” na região do 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar), em Dourados. As mazelas ocorrem tanto no policiamento ostensivo, quanto no serviço de escolta de hospitais e, ainda na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), onde um drone foi abatido recentemente sobrevoando a unidade.

“Temos uma população aproximada de 230 mil habitantes, uma das maiores penitenciárias do Estado, diversos distritos e comarcas pertencentes ao 3º Batalhão, sendo muitos deles atendidos apenas por um policial, colocando em risco sua vida e de terceiros”, diz trecho do documento, assinado pelo vice-presidente da ACS, Ramão Cristino Benites, e pelo Diretor Regional de Dourados, Aparecido Lima da Rocha.

As denúncias foram levadas ao MPE (Ministério Público Estadual), OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Vara de Execuções Penais de Dourados. Em seu teor, o documento ainda elenca uma série de problemas que os policiais do 3º Batalhão enfrentam.

Diretor Regional de Dourados e vice-presidente da ACS, Aparecido Lima e Ramão Cristino. (Foto: Divulgação)

Diretor Regional de Dourados e vice-presidente da ACS, Aparecido Lima e Ramão Cristino. (Foto: Divulgação)

“Atualmente, apenas três viaturas da Rádio Patrulha vêm realizando rondas em nosso município, com dois policiais cada. A penitenciária tem apenas uma torre de vigilância funcionando, tendo que retirar uma viatura de rua para apoio”, continua, em outro trecho.

“Temos duas equipes nos serviços de apoio e atendimento às ocorrências de maior gravidade, Tático e Getam, porém, é insuficiente, pois temos presos internados em diversos hospitais, sendo necessária a retirada de viaturas de Rádio Patrulha para fazer as escoltas”, segue.

Por fim, a ACS alerta as autoridades para o risco que os policiais correm no trabalho. “Salientamos a necessidade de aumento do efetivo, pois há risco de vida para os policiais e a sociedade”, finaliza.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da ACS


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