Notícias | 06.setembro.2017

ACS continua luta por reajuste: ‘não há o que comemorar neste 5 de setembro’

Para ACS, não há o que comemorar no aniversário da PMMS.

Para ACS, não há o que comemorar no aniversário da PMMS.

Após liderar o segundo aquartelamento da Polícia Militar em quatro anos e garantir, por enquanto, a abertura de novos cursos de promoção, a ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) reforça que vai continuar a mobilização por reajuste salarial da categoria.

Em reunião com a diretoria na tarde de ontem, ficou definido que a assembleia será mantida em aberto por não aceitarem o descaso do Governo do Estado.

“Vamos realizar ações de protesto e combate ao Governo em razão do tratamento diferenciado dispensado por ele para os militares no tocante aos reajustes de 2017 e 2018. A Polícia Civil já conseguiu 7% este ano, e garantiu mais 7% no ano que vem. Enquanto isso, o Governo oferece migalhas aos policiais e bombeiros. Não há nada o que comemorar neste 5 de setembro, data em que a PM comemora 182 anos”, disse o presidente da entidade, Edmar Soares da Silva.

Ainda segundo Edmar, toda e qualquer mazela cometida pelo Poder Público será denunciada aos órgãos competentes. “Para isso, contamos com a ajuda de toda a tropa, pois são eles que estão sofrendo as consequências do descaso, tanto com o ser humano, por falta de investimento em pessoal, quanto estrutural, pois são inúmeros os casos de unidades da PMMS que estão caindo em cima dos militares”, continuou.

Valorização? – Durante a solenidade de comemoração dos 182 anos da Polícia Militar, ontem, o governador Reinaldo Azambuja pregou a valorização da corporação em sua fala. Para Edmar, no entanto, o discurso é contraditório.

“Ele fala em valorização, mas mantém a política discriminatória de salário. A única coisa que avançou é a ascensão funcional das praças. Fora isso, não existe tanto avanço conforme o governador deixa claro em seus discursos. Para atender a demanda da PM, ele não pode fazer, nunca tem dinheiro”, criticou.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da ACS


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